Blitz eletrônica e sociedade da vigilância
março 26, 2010 em Sem categoria por Ronald
O Detran e a CET-Rio assinaram acordo para uso de imagens das câmeras no combate à inadimplência no pagamento de IPVA. Parece uma boa, apesar de eu ser contra qualquer tipo de panoptismo. Porém, infelizmente, já me vejo como voto vencido. Já se pode provar que vigiar e punir não é a melhor saída. Michel Foucault parece um tanto ultrapassado, e não creio que seus métodos não sejam proveitosos à sociedade da informação.
As tecnologias estão bastante desenvolvidas e permitem a criação de um mecanismo pan-óptico deveras poderoso, e perigoso. A política repressiva vêm se apoiando nestes mecanismos, devido a sua eficácia quase que instantânea, neste caso, em tempo real. O scanner que desnuda passageiros cria polêmica em Manchester, na Inglaterra, e em todo planeta.
A vigilância por câmeras não é diferente. Temos nossas vidas rastreadas por estes equipamentos, neste primeiro momento apenas verificando as placas do carro. Mas quem garante que amanhã não estarão vigiando o interior dos veículos e seus ocupantes?
Concomitantemente, está sendo introduzida a carteira de identidade única, com chip. Quem está por dentro das coisas sabe o que está acontecendo na China, onde qualquer autoridade pode acessar, a qualquer momento, informações vitais do cidadão, tudo em nome da lei e da ordem. Outra questão se apresenta aqui. Será que esta coleta de dados, e o acesso a eles em tempo real, não pode ser usado para reprimir as divergências e invadir a privacidade?
No caso do scanner de Manchester, as autoridades alegam que as gravações são destruídas momentos após serem visualizadas por um monitor, que fica em local “remoto” do aeroporto e “só”. Ora, estes ingleses que me poupem! Não duvido que as imagens sejam apagadas como prometem, entretanto é óbvio que existe a opção de salvá-las, mesmo porque podem servir para produção de provas.
Tudo bem, lá a pessoa é devassada, vista em sua intimidade, aqui falamos, por enquanto, apenas na vigilância por câmeras, a priori, das placas de veículos que transitam em via pública. Porém, não podemos esquecer que, depois de uma tecnologia ser implantada, naturalmente ela evolui, tomando corpo, aumentando sua capacidade constantemente.
Está na hora desta paranóia securitária coletiva ser tratada. O mecanismo pan-óptico está fadado ao insucesso, pois não supre de forma abrangente toda carência social que envolve a segurança pública e o controle do cidadão pelo Estado. Os reality shows da atualidade nos fazem parecer normal a vigilância, fica o ditame de que é legal estar lá, na mira das câmeras. Só que no mundo real, fora dos estúdios de TV, a história é outra.
A fiscalização eletrônica a devedores do IPVA começará na próxima semana aqui no Rio de Janeiro. Já foi anunciado e pronto, as blitzes eletrônicas vêm aí. O negócio é andar com o IPVA em dia, multas pagas e carro em ordem, afinal o monitor da CET pode avisar: “Ó, lá vai o cara com pneu careca”, ou “fulana, que está conduzindo veículo tal, está falando no celular…”. Que nada, paranóia da minha cabeça. Devo estar sendo influenciado por tolas teorias conspiratórias. Sabemos que as autoridades envolvidas são confiáveis, preparadas para tamanho salto tecnológico…
Nada disso, um pouco de filosofia e ética, apenas isso, sem pretensão alguma. Hoje as câmeras vigiam até os campos, afinal quem não viu os sem terra passando de trator em cima dos laranjais paulistas? Em nossos condomínios também: já podemos ver da TV de casa quem passa pela portaria. Tendo meu voto sido vencido, mesmo sem sequer ter tido a oportunidade de entrar na urna, fica apenas uma observação.
O preço destas tecnologias é elevado, sua manutenção requer acompanhamento técnico constante, bem como atualizações regulares, certamente terceirizadas. Talvez fosse melhor investir este dinheiro no treinamento e incremento das forças policiais. Contratação de mais agentes de trânsito, criação de novos postos de trabalho. Os guardas poderiam usar telefone celular pra consultar placas e flagrar devedores do IPVA, sem que para isso fosse preciso instalar mais câmeras, coisa que certamente será feita em breve.
Concluindo, a meu míope ver, as tecnologias da informação devem ser usadas em prol da educação, no combate à violência, e não como armas da repressão. Um povo educado é auto-sustentável e, assim sendo, consegue pagar seus impostos em dia. Geralmente quem está com imposto atrasado é quem sente muito o peso da carga tributária, ou o trabalhador desempregado. Há também quem não paga porque simplesmente não vê seu dinheiro ser aplicado de volta em benefícios reais, básicos, como educação, saúde e infraestrutura. A curto prazo, a medida parece eficaz, mas a falta de compreensão ampla da realidade pode futuramente transformar a vigilância eletrônica num vício social, tão grave quanto a repressão.
fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2009/10/15/blitz-eletronica-sociedade-da-vigilancia-768064667.asp
Mais uma versão e análise da HADOPI no Rebelión:
¿Linux, prohibido en Francia?
La polémica ley HADOPI francesa que regula las descargas de ficheros en Internet en ese país podría obligar al uso de software especial para ese control de descargas. Lo malo es que el software podría no funcionar en Linux. Y teniendo en cuenta que el software spyware sería obligatorio para los internautas franceses, eso haría teóricamente complicado usar GNU/Linux para que se conectaran a Internet, lo que sería desastroso.
Como indican los creadores del blog Open…, resulta bastante irónico que los franceses, tan famosos por su “liberté, egalité, fraternité”, estén poniendo en marcha este proyecto abusivo para los derechos y la privacidad de los usuarios. La polémica ley HADOPI podría ser un punto de inflexión en el control de las comunicaciones, y el famoso sistema de los tres avisos para controlar las descargas en Internet podría acabar con uno de los pilares de la red de redes.
Obviamente no todos ciudadanos franceses -ni mucho menos- están de acuerdo con esa ley, y de hecho hace poco un empleado de la cadena privada de televisión TF1 mandó un correo electrónico a su jefe en el que expresaba su repulsa a la puesta en práctica del proyecto HADOPI. Pues bien: el mail llegó a oídos del director de la cadena, gran amigo de Sarkozy, y le despidió únicamente por mostrar su opinión personal respecto a ese tema tan delicado.
Sin embargo, aparte de las meras consecuencias directas existen otros efectos que aún no han podido cuantificarse. En otro blog llamado Know Future Inc. han publicado las notas sobre el denominado por ellos “Programa de Spyware Nacional”, que según el autor del artículo original será una de las consecuencias de la aplicación del conjunto de leyes HADOPI. En concreto, se habla claramente de esa posibilidad en dos de los artículos:
“Art. L. 331-30. – Tras la consulta con esos sistemas de desarrollo de seguridad diseñados para prevenir el uso ilícito del acceso a los servicios de comunicación públicos on-line (Internet), o las comunicaciones electrónicas, la gente cuyo negocio es ofrecer el acceso a esos servicios y las empresas gobernadas por el capítulo dos del libro (Código de Propiedad Intelectual) y las organizaciones propietarias de los derechos, la Alta Autoridad hará públicas las especificaciones funcionales pertinentes que estas medidas deben comprender para ser consideradas, a sus ojos, como una exoneración de la responsabilidad del suscriptor al acceso (el internauta) como se ha definido en el artículo L. 336-3″.
Ese artículo se complementa con el segundo, al que hace referencia:
“Art. L. 336-3. – El poseedor del acceso a servicios de comunicación públicos on-line (Internet) o comunicaciones electrónicas está obligado a asegurar de que este acceso no es usado para propósitos como la reproducción, visualización, puesta a disposición, o comunicación al público, de trabajos protegidos por el copyright o por un derecho similar, sin la autorización de los propietarios de dichos derechos establecidos en los libros 1 y 2 (del Código de la Propiedad Intelectual) cuando sea necesario. No satisfacer la obligación establecida en el párrafo anterior puede resultar en un castigo de acuerdo con las condiciones definidas por el artículo L. 331-25″.
Esas dos leyes parecen hacer obligatoria la instalación de un software spyware que el ISP proporcione a sus clientes (los internautas) para poder controlar esas descargas, ya que si no lo hicieran el gobierno podría sancionarles debido a esos artículos. Lo curioso de este caso es que esas aplicaciones podrían no funcionar bien con GNU/Linux, lo que haría que los usuarios de este sistema operativo y otras plataformas “no compatibles” no pudiesen acceder a Internet:
“La Asamblea también ha pospuesto una serie de enmiendas que podrían dar la exención a los suscriptores si los sistemas no son interoperables con el software de seguridad, con una primera asunción que consideraría el hecho de que el sistema es demasiado antiguo. Un Windows “antiguo” con software caro instalado en él, por ejemplo. O software libre…”
De ser esa la intención del gobierno francés, nos encontraríamos ante una nueva afrenta a la libertad y privacidad de los usuarios, que tendrían que instalar un software de control específico que además les obligaría a utilizar ciertas plataformas para poder acceder a Internet. Esperemos que todas estas consecuencias en realidad no se produzcan y la ley HADOPI no se aplique de forma práctica.
http://muycomputer.com/FrontOffice/ZonaPractica/Especiales/especialDet/_wE9ERk2XxDA0vdjPfH3oxoRM-A7dfAvckmrQ8yvrf3ffc2z5mj0eXUSmdg_SzdS9
Retirado de: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=85225